Suas mãos tremiam levemente. Ela sabia o conteúdo. Estudou por meses com simuladores da própria VUNESP, que usavam machine learning para apontar seus pontos fracos. O sistema até sugeria horários de estudo baseados no seu desempenho anterior. Era inteligente. Impessoal. E impiedoso.
Ela não estava em um concurso qualquer. Era a prova digital da VUNESP para a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Uma das maiores bancas do país havia finalmente migrado de vez para o modelo online — e a ansiedade, antes restrita ao lápis e à borracha, agora se manifestava em forma de buffering e toques acidentais no touchpad. prova digital vunesp
De repente, um pop-up vermelho piscou no canto direito da tela: O coração de Ana disparou. Ela ouviu um suspiro coletivo na sala — outros 40 candidatos no mesmo prédio, provavelmente com o mesmo problema. Foi um segundo de pânico puro. O roteador? A nuvem? A VUNESP? Suas mãos tremiam levemente